Um espaço de leitura e formação para psicólogos que levam a sério o desenvolvimento clínico. Raciocínio, formulação, aliança, comunicação — o que toda abordagem pressupõe mas raramente ensina de forma organizada.
Leituras sobre o ofício. Casos comentados, reflexões sobre competência e o que não cabe numa aula gravada.
Não é sobre improvisar nem sobre fingir que sabe. É sobre ter um repertório de movimento clínico para os momentos de trava — e entender por que eles acontecem com mais frequência do que gostaríamos de admitir.
Há uma diferença real entre relação terapêutica e relação confortável. Como reconhecer quando o acolhimento está impedindo o avanço — e o que fazer sem romper o que foi construído.
O que acontece quando o terapeuta se torna o instrumento — e como trabalhar com isso, não contra.
Um diálogo comentado. O que aconteceu, o que funcionou e o que o modelo nos diz sobre esse tipo de momento.
Diagnóstico descreve. Formulação explica. A diferença entre saber o que o paciente tem e entender como ele funciona.
Cada núcleo tem foco próprio e pode ser feito de forma independente. A sequência recomendada existe porque o Núcleo 1 estabelece o framework que os seguintes pressupõem.
Seis competências transversais a todas as abordagens — as que todo terapeuta precisa e a graduação raramente organiza de forma estruturada. Desenvolvidas ao longo de 7 quinzenas com vídeos assíncronos e encontros ao vivo em grupo pequeno.
A precisão da fala clínica. Como dizer o que precisa ser dito — com cuidado, com timing, com impacto. Validação, confrontação, interpretação, silêncio. Disponível após a conclusão da primeira turma do Núcleo 1.
Impasses crônicos, pacientes que desafiam, o desgaste de longo prazo. Seu conteúdo será moldado também pelo que emergir nos grupos ao vivo dos Núcleos 1 e 2.
Há mais de uma década atendo, supervisionando e formando psicólogos. Minha especialização é em terapias contextuais — ACT, DBT, MBCT, IBCT — mas o que me interessa, no fundo, não é a abordagem. É o ofício.
Percebi ao longo dos anos que os problemas que aparecem na supervisão raramente são problemas de técnica. São problemas de raciocínio clínico, de formulação, de aliança, de comunicação — competências que a graduação pressupõe mas não ensina de forma organizada. O Ofício Clínico nasceu dessa percepção.
"Você não precisa mudar de abordagem. Você precisa dominar o que toda abordagem pressupõe."
Sou doutorando em Psicologia Clínica pela Universidad de Buenos Aires e supervisor de ACT. Mas o que mais me identifica é o trabalho direto — dentro da supervisão, dentro da sessão, no espaço onde a teoria encontra a realidade do paciente.
Acredito que competência clínica se desenvolve com prática deliberada, supervisão honesta e disposição para olhar para si mesmo. É isso que o Ofício Clínico oferece.
O Núcleo 1 está com vagas abertas. Grupos pequenos, encontros ao vivo quinzenais, 14 semanas de programa estruturado.
Conhecer o programa